013.inquietudes


quem fomos, quem somos e quem vamos ser ...
daquelas viagens introspectivas ao fundo do ser resultam incertezas várias, muitas interrogações e inúmeras inquietações!!!
mastigamos, infinitamente, a palavra porquê !!! porquê nascemos? porquê vivemos? porquê sucumbimos? a solução desta trilogia de perguntas ainda conseguimos encontrar, por caminhos mais ou menos iluminados, mais ou menos coerentes, ...mas conseguimos!
e porquê nascer como nascemos? e porquê viver como vivemos? e porquê morrer como morremos? aqui emergem as interrogações, as indignações, as inquietudes e aguardamos ansiosamente pela coragem para responder!!!

012.pousada de ribafeita


o meu caderno preto prova ter mais versatilidade do que os seus antecessores, e mostra o vídeo de um projecto académico, do contexto da minha licenciatura em arquitectura!

011.jacintos-de-água


um sítio digno de ser visitado. foi o que fiz! e também interiorizei, pesaroso, a tristeza de quem a via assim, coberta, com a multiplicação dos jacintos-de-água à superficie !!!

010.viagens


tomar e, inevitavelmente, o convento de cristo, monumento que pontua o carácter da cidade. viagem no templo e no tempo...

009.viseu



viseu... o que dizer de viseu?
... viseu da acrópole, da sé, da igreja da misericórdia e do casario que as envolve; ... viseu das sete torres; ... viseu da ruas estreitas e direitas de nome; ... viseu da caixa e dos embrulhos; ...viseu dos estanhos e dos bordados; ... viseu dos copos, do vinho e da noite; ...viseu da cava, dos pinheiros e do fontelo; ... viseu dos pavões, do viriato, de d.duarte, d.miguel e grão vasco; ...viseu dos jardins, das hortas e das tortas; ... viseu medieval, manuelino, renascentista e contemporâneo; ... viseu de outros passados, dos mesmos presentes e brilhante futuro!
viseu de tudo o que disse e ficou por dizer; ... viseu!

008.gatafunhos


neste espaço pretendo publicar alguns dos meus recentes projectos de arquitectura, em jeito de gatafunho ou com a cara mais lavada, mas todos eles com o exacto fio condutor: nunca passaram do papel !!!

007.paixão fotográfica


por vezes digo, em tom de brincadeira e em abono da verdade, sou o fotógrafo que consegue ser tão amador quanto a máquina fotográfica !!!
porém, a paixão por esta arte é platónica e as pulsações aumentam a cada olhar, a cada modelo, a cada paisagem, a cada enquadramento, a cada disparo, a cada flash, a cada registo...

006.arquitectura cíclica


vamos falar de arquitectura:

arquitectura_arquitecto;
arquitecto_arquitectar;
arquitectar_projectar;
projectar_edifício;
edifício_casa;
casa_casar;
casar_amor;
amor_preservativo;
preservativo_preservar;
preservar_ecologia;
ecologia_árvore;
árvore_oxigénio;
oxigénio_vida;
vida_viver;
viver_habitar;
habitar_hábito;
hábito_costume;
costume_tradição;
tradição_cultura;
cultura_cultivar;
cultivar_agricultura;
agricultura_cereais;
cereais_silo;
silo_armazém;
armazém_arrumo;
arrumo_despensa;
despensa_cozinha;
cozinha_compartimento;
compartimento_sala;
sala_planta;
planta_alçado;
alçado_projecto;
projecto_arquitecto;
arquitecto_arquitectura!!!

005.segunda arte


por vezes apetece, à semelhança de edvard munch, lançar o grito aos quatro ventos, a este e outros mundos e esperar, serena e silenciosamente, a chegada do eco!
o que é a arte, em todo o seu esplendor, magnitude, pacatez, equilíbrio, parvoíce, (...), sem a segunda arte? sem o tal eco?! sim, o que é a arte sem a presença real, leal e absurda daquela segunda entidade, o segundo artista? o que importa possuir o melhor e jamais desenvolvido telefone e ter a mais melodiosa das vozes, sem alguém do outro lado da linha?! o que é a primeira arte sem a segunda???

artisticamente, cicle-se a consciência inconsciente da segunda arte!!!

004.exposição domingueira


com especial motivo, a apresentação de hoje é ditada por um tema pelo qual tenho particular interesse: a pesca!

será que existe melhor tema de exposição domingueira que não seja a pesca? bom, certamente existirão muitos outros, alguns deles até serão suspeitos para publicar num blogue! mas, sem desviar muito do assunto em questão (leia-se pesca!!!), dizia eu que é inequívoco o arquétipo de pesca como algo que se realiza ao domingo...

no entanto, no quotidiano contemporâneo, creio que as coisas não são tanto assim! a crescente especialização por espécies, embora não represente a maioria dos actuais pescadores em portugal, tende a inverter o sentido, levando à prática do desporto com frequência e duração diferentes.

mas nem tudo são rosas... bastantes são (ainda) aqueles cuja noção, conceito e consciência permanecem envoltos numa cerrada névoa, encarando o gesto de ânimo leve, de maneira anti-desportiva e um fair play paupérrimo!

003.ligação definitiva


após tamanho entusiasmo e estimulação inicial, em definitivo, vou abrir os meus cadernos pretos para assim estabelecer uma ponte que os amarre à versão electrónica! é minha intenção poder mostrar-vos algumas páginas, algumas reflexões, alguns esquiços, enfim, alguma coisa! assim, despido de preocupações, vínculos ou compromissos!!!
sem querer partir para temas estabelecidos, achei de bom senso iniciar este périplo com um desenho. e até podia transmitir-vos a definição convencionada de desenho, mas não o vou fazer! prefiro a minha interpretação! invertendo o sentido das coisas, a minha galinha é, sempre, mais gorda do que a da vizinha!!! pois bem, um desenho não é mais do que um veículo, uma maneira, um processo, uma comunicação, uma representação, uma falácia... nele lêem-se palavras que nunca se escreveram, ouvem-se sons nunca falados, e percebem-se gestos, e prescrevem-se estados de espírito, e sentem-se intenções, e...!

esta imagem é uma fotografia de um desenho que ocupa uma das primeiras páginas do meu primeiro caderno preto que me acompanhou. é de 1995 e não tem título, retrata a minha mão esquerda. humildemente merece a honra desta luxuriante distinção!

002.páginas maduras


o seco folhear dos meus antigos cadernos pretos fez-me regressar uns anos ao passado para reviver os momentos que partilhei com aquelas páginas...

reconfortado na minha cama pude, do alto dos meus parcos 28 anos, perpassar o olhar em mim próprio com 15, 16, 17 e mais anos de idade. iniciava uma analepse! pela segunda vez vivi as mesmas inquietudes, as mesmas inseguranças, as mesmas sensações... o exacto arrepio do lápis sulcando a inviolada pureza do papel, a mesma paleta de cores, a mesma gama de odores, nos mesmos ambientes, com as mesmas pessoas... e, de olhar fixo naquelas páginas, despertei sorridente com um pensamento: amadureci !!!

agora, ao escrever estes parágrafos, penso no futuro! penso naquilo que pensarei! quando, recostado noutra cama, com outra quietude, com outra segurança, com outra sensação, deglutir estas páginas maduras!

001.os primeiros cadernos pretos


e quem causa inveja?
e fuma escondida da mãe?
vida tão chata.

onda tão curta.
moda tão fora. sai !!!
que um raio a parta.

e salta, puxa, pula aí até ao sol.

mas aos 16, tem-se o desgosto de vestir como os dj's.
e com 16, já falta pouco para sentir os 96;

à volta do quarto,
nuvem de cabelo em pé.
pintura de guerra.
multiplica por quatro,
beija o teu retrato em pó.
e um rádio berra:
'estou farto e farto & farto de estar só!?!?'

mas aos 16, só de uma vez, tem-se o desgosto de vestir como os dj's.
e com 16, nunca se teve tempo de ler 'o senhor dos aneis'.
só duma vez, tem-se o desgosto de vestir como os dj's
e aos 16, é de esperar alguém gritar 'sweet little sixteen'.


sub-16
rui reininho/jorge romão
faz sentido que os primeiros apontamentos de o meu caderno preto evoquem a memória dos meus primeiros cadernos pretos e, impreterivelmente, a melancólica nostalgia desses tempos... das deliciosas experiências agridoces, das amizades loucas, da consciência inconsciente, da irreverente liberdade para poder gritar sweet little sixteen !!!!

mensagem de abertura


ao iniciar esta minha aventura bloguista, perdi-me numa angústia antagónica entre dizer-vos milhares de coisas ou, simplesmente, dizer-vos rigorosamente nada!

ainda combalido, decidi explicar-vos o porquê de 'o meu caderno preto'!!!
'o meu caderno preto' é, na verdade, uma homenagem electrónica e virtual ao meu caderno preto, isto é, aos meus cadernos pretos, aos meus moleskine, verdadeiros e falsos, mas reais! tão reais quanto fieis armazenadores de memórias e, consequentemente, armazenadores intemporais.
se a memória não me atraiçoa, no meu caderno preto despejo pensamentos, esquiços, contactos, ideias, frustrações, incertezas, entre outros, que se resumem intrínsecamente em perpétuas memórias de um lapso de tempo, agarradas a imaculadas folhas de papel.
é isto que pretendo partilhar convosco na e-versão 'o meu caderno preto', de todos os meus cadernos pretos !!!