076.passado
zangado... bem vindo... ao passado... tenho noção do mal que fiz e do meu pecado... quero dizer a quem não disse que estou arrependido... tudo passou e hoje sei que não estou... queimado... amor eterno por quem tenho ficou fundido... bem vindo!
'bem vindo ao passado'- rui reininho, tóli césar machado e nbc.
075.semana
esta coisa de sermos portugueses tem destas reticências: é com severa e apaixonada nostalgia que vivo esta semana... e é tal o grau que quase sempre belisca o aborrecimento! de facto, o pior lado deste cenário introspectivo é o da utópica insistência em reviver o passado... até porque, lamechas, evidenciamos pouco esforço para recordar os momentos agradáveis! raios partam, é com abissal celeridade que isto acontece: ostracizamos os episódios menos felizes... se este 'rewind' nos transportasse numa analepse para a pior fase das piores fases da nossa vida, 'quiçá' a saudade se extinguiria...
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ahh, mas tenho orgulho e adoro ser português... adeus faculdade!!!
074.cidade ideal
contrariando a preconizada ideia em que 'o arquitecto seria condenado a viver nas edificações que projecta', acredito que a arquitectura deve responder a um diagnóstico profundo da vincada e necessária dose utópica presente em cada indivíduo... rabiscando, no limite, a cidade individual e personalizada através da janela do quarto...
073.voto útil
se existem coisas que me fazem um pouco de confusão, esta é uma delas...
a propósito da 'eleição' do 'Grande Português' ouviu-se a dado momento, por um profissional da coisa, o repto ao voto útil numa das personalidades... e é isto do 'voto útil' que não consigo rebater por completo... este conceito de 'voto útil' desvirtua o sentido de utilidade do exercício de voto e dele pode resultar uma consequência grave: a abstenção!
mas afinal um voto, seja de qualquer maneira ou feitio, não é sempre útil? mas existem votos fúteis?
votos que expressem vincadas convicções infelizmente tendem a escassear... mas que todos são úteis é irrefutável!!!
068.nova zia
projecto académico de reintegração urbana da zona industrial de abraveses (zia).
a arquitectura é indissociável do homem... e da sua metamorfose!!!
'o valor reside na mudança… a incapacidade de mudar torna não só impossível uma resposta ao fluxo inevitável de acontecimentos, como também representa uma certa incapacidade de melhoria!
as cidades deveriam ser construídas com estruturas leves e temporárias para que as pessoas pudessem, facilmente, mudá-las à medida que as suas vidas mudam.'
k. lynch, 1972
k. lynch, 1972
(...) a requalificação do espaço passará intrinsecamente por uma reorganização do espaço, de modo criar uma nova unidade no território de abraveses.
(...) não se pretende uma zona inequivocamente anónima como a que agora encontramos...
(...) inicia-se um novo processo de metamorfose… a metamorfose do conceito que quer ser matéria…
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