
foi, sem
HESITAR, que aceitei o teu desafio… o teu jogo! é um exercício graficamente difícil: é um invertido processo
CRIATIVO, com as soluções à vista, mas com diversos caminhos por traçar… faço batota! logo de
INÍCIO: utilizo a tua selecção de palavras, na tentativa de
OLHAR, através delas, para todos os sentidos e descobrir, sem alguma vez estarmos
JUNTOS, o
ENCANTO de uma mesma
OMNIPRESENTE UTOPIA! como as conversas são como as
CEREJAS, vou
TER de partilhar-me contigo como se desabafasse com uma amiga de longa data. sabes, não quero voltar a sentir a mesma infelicidade que a
MEMÓRIA não me deixa esquecer… apetece fechar de vez essa
PORTA que me conduz um passado sempre presente. quero apagar esta gigantesca escuridão que inquieta o meu
SER… essa
NOITE que tristemente perdeu o
LUAR e levou o
SORRISO dos meus lábios. preciso! desejo! anseio! mas desespero! queria -como se de uma receita milagrosa se tratasse, fechar os olhos para timidamente espreitar um novo mundo. voltar a
NASCER para ser uma despreocupada e ingénua
CRIANÇA que dança apaixonadamente numa viagem interminavelmente feliz! imagino-me apenas a
DANÇAR ao ritmo das estações e das suaves brisas; ao ritmo da criação dos animais e das plantas; de todo o sublime encanto, fatalmente perdido no nosso gélido quotidiano… é um esforço por
VEZES inglório, vão! e quero desistir a meio! as quedas magoam o
EGO: precipitam dúvidas… e transformam-se numa
FORÇA maior que o maior… num não-sentimento
ESMAGADOR,
ÚNICO e brutalmente bárbaro. é um arrepio; uma
SENSAÇÃO; uma
TEMPESTADE que nos tolda os sentidos e a razão…
TUDO se resume a nada! e isso assusta-me! quero
GRITAR! talvez para alguém
OUVIR e sentir. algures nos mesmos caminhos erróneos que percorro em busca do verdadeiro e genuíno
AMOR! eterno e terno. quente mas carente. num
ROMANCE sem fim e
MENOS triste que a crua realidade que me absorve. abro todos os
LIVROS e, sem
SABER, estou a viver sonambulamente um
SONHO ou um pesadelo que não sei distinguir… ainda é uma dimensão que
NÃO pode ser medida! limito-me a procurar, mas não encontro: essa linda e maravilhosa
JANELA que vai permitir encher o meu eu com a ardente cor da paixão.
OPIUM que alimenta a alma. tal como um soberbo
JANTAR, pleno de iguarias e bom
VINHO, mas que
JAMAIS será perdoado pela
AMIZADE dos deuses… nas lágrimas que me escorrem na
PELE, tatuo a
LEMBRANÇA de uma
VAIDADE que nunca tive, orgulhosamente. e
DESENHO um
DELICADO jardim. para o completar, pedi rebeldemente, o aroma das rosas e a
ELEGANTE simplicidade de um
MALMEQUER. procuro assim, afastar o
PRETO-LILÁS que me persegue, tal como o tenaz tempo contado num
RELÓGIO amolecido por dali. vejo que
NINGUÉM me pode salvar. provavelmente, nem eu próprio me salvarei… assumo o
PAPEL principal numa peça onde não sei representar além da minha leal existência. sou apenas o espelho das palpitações de um esquartejado coração. mas não quero
FICAR aqui! quero partir! sentir! amar! e beber de um trago só, este amargo paladar a
LIMÃO, seco pelo ódio que não procurei! quero luz, doce como o
MEL. quero
RIR, para mais tarde
RECORDAR! quero
DAR e não
DOR! quero
QUERER! quero crer!
PINGADO, num gesto lento, o sentimento
BRANCO, imaculado, puro. reflexo de toda a
ENERGIA positiva que existe.
BELEZA nunca efémera que desejo loucamente! carícia frenética, tal como o
ZUMBIDO de um
SAPATEADO,
EDUCADO pela emoção de uma
GARGALHADA. quero quebrar de vez o
VERNIZ que me imobiliza e amarra a uma tela de um qualquer mau
PINTOR. não, não quero mais ilusões! não, não quero mais
XANAX para me libertar do sofrimento. não! não! não!
TRÊS vezes não! sofrimento:
NUNCA mais… chega! apenas quero ser feliz e amar, na tranquila paz erguida sob a minha inquieta alma. só assim posso, no
FIM, fechar os olhos e adormecer profundamente…