221.paciência

(p mv.jp)

220.o piano

o piano. a beleza. a expressão. o detalhe. o pormenor. o silêncio. o som. a harmonia. o sentimento. a dor. o amor. o sacrifício...

219.baby when the lights

é tão simplesmente... alegre, mexida e refrescante...

(wtl dg)

218.missão

é tão simplesmente... deliciosa, fantástica e sublime...

(tm em)

217.080528

para que jamais me esqueça deste dia, e de tudo que isto significa...
zp 080528

216.butterfly

um video bem colorido... que mais? hmmmmmm... time is passing i'm asking could this be real?(...) see the sun breaking down into dark clouds and a vision of you standing out in a crowd...i used to think that happy endings were only in the books i read but you made me feel alive when I was almost dead. so butterfly, here is a song and it's sealed with a kiss.

zp 080527

(b ct)

215.sou

(já fui -na adolescência, mas) não sou como a abelha saqueadora que vai sugar o mel de uma flor, e depois de outra flor. (há muito que cresci! e) sou como o negro escaravelho que se enclausura no seio de uma única rosa e vive nela até que ela feche as pétalas sobre ele; e abafado neste aperto supremo, morre entre os braços da flor que elegeu. roger martin du gard

214.vontade

a vontade de me partilhar é amplamente maior do que a vontade de existir, ser ou ter...
.
zp 080526

(homenagem a p.mondrian e a ti - colorida borboleta!)

213.bh

freedom; love; loyalty; trust; dream; will; bravery; eternal;

212.nove metros quadrados

nove metros quadrados para memória futura, num julgamento sem juiz: réu da minha própria pena. nove metros quadrados de paredes de uma não-prisão… uff! nove metros quadrados de livros e mais livros… centenas: por ler, lidos e assim-assim! pilhas deles, anarquicamente empilhados aqui e ali, uff! nove metros quadrados de folhas, papeis, guardanapos, recortes, bilhetes, toalhas de papel… todos tão soltos e dispersos quanto os apontamentos neles rasurados, uff! nove metros quadrados de revistas: todas vistas e revistas… centenas! nove metros quadrados de caixas, caixinhas, caixotes, num jogo de cheios e vazios interminável. uff! acessórios, isqueiros, zippos, lápis, canetas, que gasto sem poupar nos meus cadernos pretos perdidos neste meu mundo de nove metros quadrados… uff! cd’s, cd’s, cd’s. filmes, sons, recordações de tudo e de (ainda) nada! uff! relógios e dicionários, numa associação sempre presente, viciadamente olhados, como quem procura sem saber! uff! nove metros quadrados de roupa, roupas, calçado… onde não estão? sempre prontos e intocáveis, tropeço! máquinas: pc’s, ps’s, tv’s, dvd’s, rádios, despertadores (já disse relógios?), aparadores, fotográficas… uff! nove metros quadrados em dezenas de milhar de fotos… lapsos de tempo, congelados no espaço, para que jamais me esqueça! nove metros quadrados de arrumação e desarrumação diária e constante. nove metros quadrados de aconchego e conforto, o meu porto de abrigo. o meu ponto de partida e de chegada para todas as viagens físicas e emocionais. nove metros quadrados de coisas, minutos, horas, meses, anos e de antagónicos sentimentos. nove metros quadrados de paz e buliço, de barulhos e silêncio, de escuridão e luz... sem cor, mono e policromática... nove metros quadrados de vida, da minha vida!
zp 080526

211.pena

dá pena ter pena da pena de apenas termos vivido, penosamente separados... por isso, para que não volte a ter pena, devo (a)penas dizer, sem qualquer tipo de pena, que te amei (a)penas o suficiente para viver feliz!
(zp 080127)

210.fim de linha...

poderia, se quisesse, fazer uma espécie de sinopse... não seria justo! estaria a roubar a tua viagem... mas como sou amigo, deixo um pequeno apontamento: "quando é grande, é pão; quando é pequeno, é pila..." (bem... assim de repente, surgem-me tantas analogias, tantas associações, tantos paralelismos...)

209.angel

spend all your time waiting for that second chance, for the break that will make it ok. there's always some reason to feel not good enough… and it's hard at the end of the day… i need some distraction or a beautiful release, memories seep from my veins. let me be empty and weightless and maybe… i'll find some peace tonight…

in the arms of the angel far away from here… from this dark, cold hotel room, and the endlessness that you fear, you are pulled from the wreckage of your silent reverie. you're in the arms of the angel; may you find some comfort here…

so tired of the straight line, and everywhere you turn, there's vultures and thieves at your back. the storm keeps on twisting, you keep on building the lies… that you make up for all that you lack, it don't make no difference, escaping one last time… it's easier to believe, in this sweet madness, oh this glorious sadness, that brings me to my knees.

in the arms of the angel, may you find some comfort here…

(a sm)

208.cold

(nr gnr)

207.medos

queres falar de medos? vamos falar de medos! ok: por onde começar? perhaps, pelo medo de mim próprio: medo do medo que tenho e não quero ter; medo de não entender os meus limites; medo de não conseguir esquecer; medo de voltar a falhar; medo que o mau-passado se repita num mau-futuro; medo de me magoar; medo de magoar alguém; medo, por si só, medonho e negativo: fruto de uma auto-estima que não se estima, nem é estimada; o assustador medo da solidão; medo de não amar todo o amor que tenho para dar e receber; medo da angústia de não te encontrar, a tempo de morrer com o meu coração preenchido de palpitações coloridas e sorridentemente felizes;
medo de não saber… medo de não saber quando te vou encontrar e se vou estar preparado; medo de não saber se saberei conquistar-te; medo de não saber se saberei sorrir e fazer-te sorrir; medo de não saber se saberei compreender-te (e tu a mim); medo de não saber como olhar-te; medo de não saber como mimar-te; medo de não saber como acariciar-te; medo de não saber como beijar-te; no fundo, medo de não saber como amar; ou apenas medo de não saber viver! …medo!
zp 080524

206.coração

o coração tem razões que a própria razão desconhece... e eu sou propriedade de um coração que apenas procura, estupidamente, aquilo que poucos querem encontrar: puro, lindo e eterno... AMOR!!! amar demais sabe-me sempre a pouco...
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(nothing else matters)
.
zp 080524

205.azul

a caminho já tinhamos descoberto o que nos esperaria: uma grade daquelas! e, tranquilamente, fomos ao encontro de uma monumental chuvada! entretanto, (des)enferrujamos o material, a língua e apreciamos o dia, apesar das circunstâncias: estávamos num lugar novo, com uma beleza física extraordinária... estabelecemos arraial a meio de uma encosta. íngreme por sinal e com uns tojos bem afiados... sim, porque fiz questão de os testar, um a um, numa performance espetacular: espécie de acrobacia olímpica, mortal e encarpada que -dignamente- nos fez libertar umas gargalhadas valentes!!! portanto, não é grave! sentimos suavemente o barulho da chuva a cair no molhado (leia-se leito do rio). recolhemos lixo da margem. caçamos alguns sapos, que mais tarde libertaríamos... e assim foi: um dia de pesca excelente... 205 azul (cinzento)... tenho dito!

zp 080523

204.a pessoa que escreve

a pessoa que escreve no seu caderno preto, escreve para perpetuar memórias e sentimentos... não gosta de lhe chamar diário, porque não o é! e tb não o faz sempre deste modo... pq gosta de se partilhar, de se entregar (normalmente de cabeça, leia-se coração!!!) nas suas relações pessoais e intimas... a pessoa que escreve no caderno preto, apenas pretende que outras sejam escritas nele... e esta é a sua linha orientadora: o resultado de palpitações reais e leais!

nem sempre essa felicidade é conseguida, muitas vezes é rompida pela mágoa... mas a pessoa que escreve no seu caderno preto, sente que é isto que procura... é aquilo que mais significado dá à sua vida: o amor! isto é a sua chave-mestra porque não quer partir deste mundo com uma alma cheia -por partilhar, e muito menos vazia -de retribuição...

a pessoa que escreve no seu caderno preto está a aprender a ser feliz, sempre segundo o mesmo príncipio... e a pessoa que escreve no seu caderno preto, tem um caderno preto para ti, quando o aceitas?

zp 080522

203.o teu jogo

foi, sem HESITAR, que aceitei o teu desafio… o teu jogo! é um exercício graficamente difícil: é um invertido processo CRIATIVO, com as soluções à vista, mas com diversos caminhos por traçar… faço batota! logo de INÍCIO: utilizo a tua selecção de palavras, na tentativa de OLHAR, através delas, para todos os sentidos e descobrir, sem alguma vez estarmos JUNTOS, o ENCANTO de uma mesma OMNIPRESENTE UTOPIA! como as conversas são como as CEREJAS, vou TER de partilhar-me contigo como se desabafasse com uma amiga de longa data. sabes, não quero voltar a sentir a mesma infelicidade que a MEMÓRIA não me deixa esquecer… apetece fechar de vez essa PORTA que me conduz um passado sempre presente. quero apagar esta gigantesca escuridão que inquieta o meu SER… essa NOITE que tristemente perdeu o LUAR e levou o SORRISO dos meus lábios. preciso! desejo! anseio! mas desespero! queria -como se de uma receita milagrosa se tratasse, fechar os olhos para timidamente espreitar um novo mundo. voltar a NASCER para ser uma despreocupada e ingénua CRIANÇA que dança apaixonadamente numa viagem interminavelmente feliz! imagino-me apenas a DANÇAR ao ritmo das estações e das suaves brisas; ao ritmo da criação dos animais e das plantas; de todo o sublime encanto, fatalmente perdido no nosso gélido quotidiano… é um esforço por VEZES inglório, vão! e quero desistir a meio! as quedas magoam o EGO: precipitam dúvidas… e transformam-se numa FORÇA maior que o maior… num não-sentimento ESMAGADOR, ÚNICO e brutalmente bárbaro. é um arrepio; uma SENSAÇÃO; uma TEMPESTADE que nos tolda os sentidos e a razão… TUDO se resume a nada! e isso assusta-me! quero GRITAR! talvez para alguém OUVIR e sentir. algures nos mesmos caminhos erróneos que percorro em busca do verdadeiro e genuíno AMOR! eterno e terno. quente mas carente. num ROMANCE sem fim e MENOS triste que a crua realidade que me absorve. abro todos os LIVROS e, sem SABER, estou a viver sonambulamente um SONHO ou um pesadelo que não sei distinguir… ainda é uma dimensão que NÃO pode ser medida! limito-me a procurar, mas não encontro: essa linda e maravilhosa JANELA que vai permitir encher o meu eu com a ardente cor da paixão. OPIUM que alimenta a alma. tal como um soberbo JANTAR, pleno de iguarias e bom VINHO, mas que JAMAIS será perdoado pela AMIZADE dos deuses… nas lágrimas que me escorrem na PELE, tatuo a LEMBRANÇA de uma VAIDADE que nunca tive, orgulhosamente. e DESENHO um DELICADO jardim. para o completar, pedi rebeldemente, o aroma das rosas e a ELEGANTE simplicidade de um MALMEQUER. procuro assim, afastar o PRETO-LILÁS que me persegue, tal como o tenaz tempo contado num RELÓGIO amolecido por dali. vejo que NINGUÉM me pode salvar. provavelmente, nem eu próprio me salvarei… assumo o PAPEL principal numa peça onde não sei representar além da minha leal existência. sou apenas o espelho das palpitações de um esquartejado coração. mas não quero FICAR aqui! quero partir! sentir! amar! e beber de um trago só, este amargo paladar a LIMÃO, seco pelo ódio que não procurei! quero luz, doce como o MEL. quero RIR, para mais tarde RECORDAR! quero DAR e não DOR! quero QUERER! quero crer! PINGADO, num gesto lento, o sentimento BRANCO, imaculado, puro. reflexo de toda a ENERGIA positiva que existe. BELEZA nunca efémera que desejo loucamente! carícia frenética, tal como o ZUMBIDO de um SAPATEADO, EDUCADO pela emoção de uma GARGALHADA. quero quebrar de vez o VERNIZ que me imobiliza e amarra a uma tela de um qualquer mau PINTOR. não, não quero mais ilusões! não, não quero mais XANAX para me libertar do sofrimento. não! não! não! TRÊS vezes não! sofrimento: NUNCA mais… chega! apenas quero ser feliz e amar, na tranquila paz erguida sob a minha inquieta alma. só assim posso, no FIM, fechar os olhos e adormecer profundamente…

zp 080521 (dedicado a ti, rita n)

202.the question

(w jb)