245.closer...


the sweetest taste of sin...

242.adoro ver-te cair às 17:47

adoro ver-te cair às 17:47... sublime mensagem. deixas-me olhar-te enquanto, pacificamente, tocas o chão... levemente, não quero adormecer! vejo-te! vês-me? am i a ghost to you? e tombas! frustração orgulhosa, beijo incendiário. sonho. adoro. cais às 17;48. deliciosamente. consumo-te! espero um pouco, só para que me agarres ainda mais! consomes-me! perfilas vultos num rubor de outono que escurecem por ti! queimas! vives. fazes viver. i see you fallen... vejo-te! vês-me? espero mais um pouco para que me descubras. labirinticamente achado. quebrado por ti, quando cais às 17:49... magnifico! riscas-me com os teus raios fugazes ao som de james... am i a dreamer? vejo-te! vês-me? caio por ti... adoras-me às 17:50?

238.o ninho de vacas


o ninho de vacas… leiteiras. parecem parvas, mas não são! parecem parcas, mas não são! são. apenas vacas, leiteiras! não sei se existem, mas que as há… há! duas, três, mil! nas palhas deitadas, nas palhas estendidas! não são entendidas- eu sei; nem são para entender, na lei! lá um gajo perceber do negócio… -vá lá!!! ócio; deleite: de leite, prazer leitoso; deleite manhoso, típico das vacas, leiteiras. no ninho, zumbindo num sussurro que bate, qual murro – ou melhor – coice! veio-se e foi-se! se voam? não! quer dizer, talvez! nas palhas deitadas, nas palhas estendidas. tresmalhadas sem camisolas de malha rectangular, enchem-se em ibão’s. sem dó nem perdão: ibão duas; ibão três; ibão mil! escondidas no covil – ou melhor – no ninho! nas palhas deitadas, nas palhas estendidas! se fazem feridas? não! quer dizer, talvez! dependem do leite que produzem em vão! e vão! duas; três, mil… são vacas. leiteiras. sem til. que foi só para rimar. contra esta maré, cheia, tal como o ninho. de vacas. leiteiras.

237.imagens escritas


fim-de-semana s. m., período que decorre entre a noite de sexta-feira ou a manhã de sábado e a manhã de segunda-feira, aproveitado, geralmente, para o repouso e o lazer. casamento s. f., união legítima entre homem e mulher; enlace; matrimónio; consórcio; núpcias; ant., pensão anual que certos mosteiros pagavam aos descendentes dos seus fundadores; fig., harmonia; prov., passa de figo com noz dentro. viagem do Prov. viatge Lat. viaticu s. f., caminhada ou outro qualquer modo de deslocação (automóvel, caminho-de-ferro, navio, etc. ) para chegar de um lugar a outro, mais ou menos distantes; longa jornada; descrição ou relação escrita dos acontecimentos ocorridos num passeio, jornada, etc. amigos do Lat. amicu s. m., o que quer bem; adj., favorável; partidário; aliado; afeiçoado; que tem amizade. felicidade do Lat. felicitate s. f., ventura; bem-estar; contentamento; bom resultado, bom êxito; dita; qualidade ou estado de quem é feliz. hotel do Fr. hôtel s. m., hospedaria, especialmente hospedaria asseada e luxuosa. sofá do Ár. suffa, banco de descanso s. m., canapé estofado. amor do Lat. amore s. m., viva afeição que nos impele para o objecto dos nossos desejos; inclinação da alma e do coração; objecto da nossa afeição; paixão; afecto; inclinação exclusiva; ant., graça, mercê.com -: com muito gosto, com zelo; fazer -: ter relações sexuais; loc. prep., por - de: por causa de; por - de Deus: por caridade; ter - à pele: ser prudente, não arriscar a vida; - captativo:vd. amor possessivo; - conjugal: amor pelo qual as pessoas se unem pelas leis do matrimónio; - oblativo: amor dedicado a outrem; - platónico: intensa afeição que não inclui sentimentos carnais; - possessivo: amor que leva a subjugar e monopolizar a pessoa que se ama; o m. q. amor captativo. trincar do Lat. truncare, inf. por trinu v. tr., cortar, partir com os dentes; pop., comer, mastigar. de trinca v. tr., Náut., prender com trinca; v. refl., morder-se; zangar-se. etc. abrev. da loc. lat. et caetera, o resto, as outras coisas e o resto, e as outras coisas, e assim por diante. saudade do ant. soedade, soidade, suidade ... chuva do Lat. pluvias. f., água que cai em gotas da atmosfera; aquilo que cai ou parece cair do ar como chuva; fig., abundância; grande quantidade; cornucópia; bebedeira; embriaguez. - de molha tolos: chuva miudinha; estar a pedir -: merecer castigo;- de fogo: artifício de fogo que representa a queda de massas de faíscas.parabéns s. m. pl., felicitações; congratulações...

235.notícia de última hora

notícia de última hora. após alguns boatos descontrolados, agora confirma-se: o cherréque foi traído pela afionda! sim! e é atestado por todas as agências e paparazzis intelectuais. ao que chegou a ser ventilado, tudo aconteceu num local sem ventilação… numa digna montagem montada pelo burro falante que não consegue fechar a boca! entre amassos, alongavam discursos escondidos, pelos vistos, num sítio bem visto.

por uma questão de saúde pública, não se chegou à fala com qualquer um dos intervenientes, antes que se levasse um coice!!! porém era notório que estavam felizmente infelizes com a sucessão monarquicamente anárquica… como o burro fez jus ao nome, nem se apercebeu que estava a ser apanhado com o pêlo ao fundo do cu; já a protagonista, ficou ainda mais verde do que o habitual e consumiu-se numa angústia roedora. pensou o que fazer naquele momento: estaria apresentável, mesmo sem conseguir calçar as botas que estavam na prateleira mal-amanhada?

coitado do senhor verde, cabeçudo e careca, agora também faz parte do clube dos poetas mortos. assassinado pela traição musculada e consumista!

sabem? parecem brandos, anormais à solta: são putos… e putas! estúpidos, animais sem escolta: são brutos … e brutas! são meninas à volta do dinheiro, vão aprender coisas num rolho de ansiedade, vão aprender o que significa ser verdadeiro, vão saber o que custou a intranquilidade!!!

numa última nota, cherréque: antes que da tua cabeça brotem adornos que invejem alguns alces, acorda prá vida… antes que a vida te acorde a ti!!!

233.à terceira é com calma!

como nunca me farto disto, há que dizê-lo com toda a calma e bestialidade: sou uma besta; rectangular!

trago na outra hipócrita visão, um desdém diferente, preguiçoso, sem mente… apenas palpita e sente; com calma…

bis- pediu alguém! e eu, num abraço que mentiu! enrolados pelo chão, numa fuga sem mais... não! pqp! ai a-calma!

tremo! num abissal regozijo: falo! sem dó ou pejo, de mim e de quem vejo! e sinto-me óptimo; bem; calo-me melhor!

piso-me, numa dor que já não magoa! tolo e feliz. sorrio! de orelha a orelha, deliciosa quelha narcisista de um eu que sei que existe; todos os dias! com muita calma…

triplico o melhor e o pior de mim. só para que fiquem sem pedras no chão e chorem por perdão! é de topo!

alguém tem dúvidas? sim, sou eu! com toda a tola calma!

bruscamente, rebuscada a paciência, analiso as respostas de uma não-ciência… sem procurar! apenas com calma… com toda a calma!!! oferendas que dobram a beleza de um chá anti-queca: tudo o que queres! ou talvez sim! pró-amor! ou talvez não!!!

ama! e sim, dou-me de mim mesmo! reclama! e não, não voltarei a ser… infiel! à estimada estima que estimo… com calma, até encontrar a alma!

mil beijos por revelar; secretos; soltos no acreditar…

também; sou! tudo o que possas imaginar que seja… só para que te faltem os argumentos… é tão fixe poder gritar: o resto que se lixe!!! com calma…

quero querer, consciente! quero crer, inconsciente! creio que sim…

pintado, numa mescla de um só ser; sou! sei que estou a morrer, apenas me adio nos prazeres da vida… todos eles… lentamente, com calma!

altos e baixos, escusas que atribuo. desculpo-me! vivo! calmamente!

ares de outras lides e artes; projectos de uma mesma ambição; felicidade encontrada; por acaso; praça imensa colorida e farta!

enrascado; fui! estive; abdiquei; era; morri; e nasci em seguida, num suspiro mais profundo e celeste: calmo!

ataques! sempre defensivos que perdi. esforços vãos que não enriquecem, muito menos aquecem! esquecem! fui!

temo; apenas que jamais volte a temer; orgulho presunçoso de quem tem principio; meio; fim!

alegre aleluia, calma alma que sinto e quero sentir, como sinto e sigo! sem fôlego: sôfrego! vou!

arisco; leve… como sempre! defeito sem retorno que não voltará a cair em saco roto!

corada, doce, linda e frutada carícia; sonho: terno olhar; mimo que liberto até se encontrar! com calma…

apaziguada, calma, por fim, por mim, que saltita por aí!

232.tu+tu

esperei. pacificamente, sem ansiedade…
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sorri. com enorme vontade…
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uma vez chorei. em laivos dilacerantes, mas passou…
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marquei, mentalmente, o vosso sentido irracional das coisas. dahhhhh!
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ainda assim, devo confessar…
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por isto penso. por isto falo. por isto escrevo. talvez não valha a pena, por mais pena que tenha. quem diria que um dia assim chegasse…
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acabou. tal como começou: estupidamente fugaz. ápice e ávido alívio.
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lento, sem desalento. sempre a rolar: tempo que se esgota sem sequer parar!
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enfim, sós! espiral de contentamentos: nós! eu+eu! e tu que percebes estas pontas sem nós!
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rasguei, definitivamente de lés-a-lés na eternidade, todos os contos de fadas e bruxas más! ensombram malditamente os bons finais: os ‘viveram felizes para sempre’… isto é lá um presente que se apresente para o futuro? por um triz, solta-se num só berro, a liberdade de quem diz: ufa!!!
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mais forte e mais alto, num gélido automatismo que derreteu, consumido em ardiume atroz!desfiz todos os nós: nem a corda presta, logo não resta por estas bandas! pergunto eu:
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andas? afinal, it’s all about smoke and mirrors… hmmm, como não chegas lá, talvez seja melhor fazer um desenho!!!
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e. comercial e andorinha, lda. não percebes, eu sei! limitaram-te aquando do fabrico… é equipamento de série… e não pagas! até parece um brinco, de latão! cota, empresta-me o(s) pechisbeque(s)… estou a caracterizar os calhambeques!!! qualidades mecânicas dos enfadonhos: beauty’s and beasts!!!
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trocam camisolas, numa orgia despercebida à primeira vista. e escondem-se, com bravura, em salas de chuto. sempre negras, num passe de mágica que anuncia um final tempestuoso!!!
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uns empoleiram-se, quais galos de barcelos; outros espreguiçam-se num encefalograma que despoleta um qualquer tsunami de dez centímetros!
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triste tristeza dos tristes!
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amam-se com traições gigantescas… grotescas – para precisar cientificamente o termo!
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maiores desgostos são para todos os gostos… e gostam!!!
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balizam pelos chifres todas as aventuras que nunca viveram e que jamais sentirão! – é verdade: não bela sem senão!
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então, que dizer mais, se não entendem? duplamente alvos. fáceis, movimentam-se aceleradamente para que num esboçado sorriso efémero apenas vos diga:
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merecem: tu+tu!!!

230.a montanha que quer parir um rato

tudo começa numa montanha que quer parir um rato! semelhante ao mickey: velhinho e orelhudo? ou cópia de um qualquer ratatouille: vanguardista e cozinheiro? sei que quer parir… numa odisseia animal que teve inicio com noé e a sua famosa arca! quantos animais? e que animais!? o rato que a montanha quer parir! e logo no seu alcance certamente viria o gato! fedorento, tal como a doninha, escondido com o rabo de fora! de dentro, assim de repente, apareceu a serpente… prima e cunhada da víbora: as que cospem para o ar, sem jamais perceber que irão rastejar até ao fim das suas vidas! é o lamento de seres que não são… fusão de um utópico tópico de pó-de-arroz para se assemelharem a enguias, talvez… bafientas e esguias qual corno de um rinoceronte-anão! enfim, musgo de um só neurónio… numa tradução cientificamente exacta, exactamente tal como o cientista a descreve e escreve para não esquecer que trabalha para aquecer! é pato! bravo e feio, aqui e em qualquer meio… ou fim! a-corda! das botas de judas e dos sapatos de adão, pois então… ser autoportante, portanto... mas sem a importância devida! é a vida! macho latino, latindo como um cachorro quente, tépido ou frio… que perdeu o encanto. frustado no seu canto de baleia azul! ou cor-de-rosa! ou lilás! roxo! cadeia alimentar de todo o bicho coxo, que escorrega em toda a poça! poça! água de um alguidar microscópico! unguento de quem diz: não aguento! entretanto pelo caminho, vive um animal de pelo! e bossa, nova ou velha, pouco importa! dormente dromedário patente num paupérrimo calendário de parede… ou muro de lamentações! congelado tempo, para pensar… estou cá eu –o babalu! talvez uma espécie de gnu! tão azeiteiro como quaisquer outros que para aí andem a ruminar! e andam! fantasticamente, às voltas num relógio de sol... solitariamente na infeliz felicidade. e andam! pela cidade, sem pejo ou pudor! corados sem o rosado rubor: sabem a mofo. fungos de uma não-vida! sapientes mochos, numa ausência presente. frouxos em decadência… escórias intersticiais das entranhas de uma longínqua ténia! não fazem vénia, fruto da sua delicadeza. com franqueza! não têm cérebro sequer! sim, os seres monocromáticos e celulares… cagagésicamente sorridentes! filhos de presidentes sem pasta de dentes: basta! contentes camelos que se cumprimentam! parentes de burros que, asnos, caem na asneira de abraçar as suas mulas da cooperativa… cooperação sem coração e água-pé. quadradas bestas de carga! mas tudo isto à larga da imaginação! da sua comiserada escuridão, qual vulto tenebroso, perfila-se o camurso: híbrido e sóbrio no turpor típico de quem é um estupor! é apenas fel! cruel, como quem mete a filha num bordel… porco, imundo! familiar deste mundo que não tomba, mesmo com a tromba firme e hirta. aflita horta de letais mal-que-me-queres e caravelas-portuguesas, porque não? rasantes e voadores, porque sim? acalmia de todas as dores... de cotovelo! animais sem pelo. comprido ou bamboleante. instantâneamente, num pormenor importante, queimado fulminantemente numa barata feira! feia barata, conduzindo carochas aos confins de todos os delfins e golfinhos do sado! genéticos bacalhaus, adoçados pelo ventre materno de um tubarão. martelo e marretas. crisálidas e borboletas, ziguezagueantes patas de pavão, atadas em antemão por decreto. lei de uma selvagem orca em viagem, pacificamente pelo pacifico. oceano dos seres extra-planetários, por fim: otários! habitantes nunca antes desabituados a ouvir, do hip-hop aos fados! tristes crises existenciais de maus-animais! ondas com crista, desmultiplicam-se em subtracções com sinal mais! seguem bandos de pardais à solta, em dias de romaria… que nojo, porcaria! quem diria? sei lá! sei, tão somente, que para a arca encher é necessário criar um sótão mal-amanhado, mas fielmente amado, antes que rebente pelas costuras. coisas e aventuras, tudo no mesmo barco! pleno! de todos eles, qual o mais parco? o parvo ou o magno? magnifico incompetente, sobrinho da serpente e do diabo. casado cansado, xoxo trespassado por uma sanguessuga sedenta de horror. mais um estupor! sem dó nem pinta! tinta de leopardo, queijo sem cardo! aguardo! e tu montanha? gigante absorta na candura da tua beleza celeste... pergunto-te: depois de todo este aparato, ainda queres parir um rato?